PATRIMÓNIO NATURAL
TÍLIA
TOMENTOSA MOENCH
É uma espécie classificada de “interesse público”, por despacho da Direcção
Geral das Florestas publicado no Diário da República II Série, n.º 47 de
26/02/1988.
É,
segundo se afirma, a maior tília do país, com mais de 25 metros de altura e 4
metros de diâmetro.
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Encontra-se
no adro da Igreja Matriz, e é propriedade da Fábrica da Igreja.
Foi
plantada, bem como a outra, mais pequena, igualmente situada no adro da Igreja,
em 1908 ou 1909, por Júlio Alves Nogueira e António Garcia de Brito, alunos da
Escola Primária.
Mereceu ao poeta Manuel Cid Teles os versos seguintes:
Se
aquela tília do adro
Tivesse
voz para falar
Da
história de Oliveira
Muito
tinha para contar.
Velhas
árvores do Terreiro
Todas
deitaram ao chão
Só
tu és, ó velha tília,
Do
passado evocação.
Ai
velha tília do adro
Ser
como tu quem me dera
E
ficar menino e moço
Sempre
em cada Primavera.

PARQUE DO MANDANELHO
Pela
sua densidade arbórea, riqueza de espécies e área, é considerado o
verdadeiro pulmão da cidade.
É
uma excelente área de lazer, com circuito de manutenção, parque infantil e
mesas para merendas, com modelares infra-estruturas, e em que existe um
“palco” para a realização de espectáculos ao ar livre, em correcto
aproveitamento da sua topografia, tipo anfiteatro.
Estão previstos para breve
importantes investimentos, permitindo a realização de grandes melhoramentos em
toda a área do parque.
FONTE
DO AMEAL
Água bacteriologicamente pura e
microbiologicamente potável corre
há gerações no local conhecido por Ameal, devido à existência de
amieiros que foram mais tarde abatidos para a construção da estrada nacional nº.
230 rumo a Lagares, no final do século passado (a fonte do Ameal lá ostenta a
data de 1895).
Continua
a refrescar as bocas sequiosas dos muitos que a procuram, vindos de perto ou de
longe, atraídos pela fama da pureza da sua água leve e cristalina.
FONTE
DO REBOLO
O nome veio-lhe de um rebolo
(cilindro em pedra usado para calcar a brita
nas estradas
em construção) que foi abandonado naquele local pelo
empreiteiro que construiu a estrada n.º 230-6 Oliveira/Pinheiro dos Abraços,
que lhe passa ao lado. Durante alguns anos esta fonte ficou desactivada,
possivelmente devido à utilização de explosivos
na preparação dos terrenos para a construção dos bairros que lhe
ficam por detrás e que terão, com as detonações, soterrado a mina e desviado
o veio para outro local. No entanto, era também a água desta fonte que os
nossos antepassados utilizavam para as necessidades diárias de alimentação e
higiene, enquanto
o serviço de abastecimento ao domicílio
não foi introduzido na maior parte dos lares da freguesia.
Presentemente,
e tendo a Câmara Municipal procedido às devidas obras de reparação e
embelezamento de todo o conjunto, a água voltou a correr na Fonte do Rebolo,
embora agora ligada à rede de abastecimento da cidade.
FONTE
DA VILA
Situada
na Rua de S. José, nas proximidades do Museu, era a principal fonte
abastecedora de água dos nossos antepassados. (4)
Os
milhares de cântaros
e
bilhas de barro que encheu, as bocas que dessedentou e o esquecimento a
que foi votada inspiraram a nossa poetisa popular que lhe dedicou as seguintes
quadras:
RAINHA
DAS FONTES
A nossa Fonte da Vila
Já velhinha na idade,
Também
ela foi menina,
Teve
a sua mocidade.
Muita
gente ali ia
Para
se abastecer,
Desde
o romper do dia
Até
ao anoitecer.
Era
sempre um corre-corre
Para
a água ir buscar,
Pois
ela era indispensável
Para
as tarefas do lar.
Mas
com o passar dos anos
A
sua vida mudou.
Com
a água ao domicílio,
O
seu reinado acabou.
Hoje
só... Abandonada
E
votada ao esquecimento,
Já
poucos se lembram que ela
Foi
rainha no seu tempo.
Mas
fiel ao seu destino,
Sempre
cantando baixinho,
Esperando
matar a sede
A
quem passa no caminho
.
Como curiosidade
acrescentaremos que no passado a água necessária ao funcionamento das pensões
e casas de pasto saía desta fonte e era acarretada em pipas colocadas sobre
carros de bois, tendo a Casa da Obra carroça própria para esse efeito.
Foi
em 1946 que o projecto da obra de abastecimento de água à vila de Oliveira do
Hospital foi aprovado. Era, desde há algum tempo, a maior aspiração da Câmara
Municipal e de todos os habitantes da vila. Em 1947 construiu-se a central
elevatória, montaram-se dois grupos electro-bombas, iniciou-se o poço de captação
e a obra de construção do reservatório elevado. Era então Presidente da Câmara
o Sr. Dr. João de Oliveira Mano.
Quase em frente à
Fonte da Vila existe ainda uma nascente aprisionada num pequeno reservatório
que servia de bebedouro aos animais e que ficou sendo conhecida como
“a fonte dos cavalos”.
Abaixo da Fonte da
Vila situam-se “os tanques”,
espaço comunitário outrora destinado à lavagem da roupa dos habitantes da
freguesia, e hoje já sem utilidade. Verão ou inverno, diariamente, corajosas
mulheres mergulhavam os rijos braços nas águas que nasciam
ali ao lado, na Fonte do Açougue, e lavavam
a roupa suja (no sentido próprio e no figurado) da maior parte dos
habitantes da vila. Os velhos tanques foram mais tarde demolidos e substituídos
por outros que, ainda hoje, recebem a água de uma nascente existente no local;
porém, perderam de todo a sua utilidade e vão envelhecendo abandonados e
arruinados.
A Fonte do Açougue,
assim chamada porque ao lado ficava o antigo
matadouro da freguesia, não servia propriamente para dessedentar, pois a sua água
nunca se revelou agradável ao paladar dos passantes. Havia mesmo quem a
conhecesse por “fonte dos
piolhos”, e servia exclusivamente às necessidades dos primeiros tanques de
lavar roupa e às lavagens e limpezas inerentes ao abate e tratamento da carne
no matadouro. Encerrado este pela construção de moderna unidade na Chamusca da
Beira, a fonte foi desmanchada e transferida para o Parque do Mandanelho.
FONTE
DE GRAMAÇOS
Foi
construída no séc. XIX e a coroa
que ostenta foi-lhe tirada pelos republicanos.........................
Aqui
não estão reproduzidos todos os textos na sua integra. Mais
informações no livro editado pela Junta de Freguesia,
" Inventário Histórico, Patrimonial e Sócio-Cultural da Freguesia de
Oliveira do Hospital "
ou pelo e.mail ou CTT